Os bancos continuam a valorizar cada vez mais as casas em Portugal. Pelo quarto mês consecutivo, o valor médio da avaliação bancária voltou a aumentar em julho, tendo subido 0,9% face ao mês anterior e voltando aos níveis de 2012, cada vez mais perto dos preços vistos registados antes do resgate externo a Portugal.

E além das avaliações mais favoráveis para os proprietários, a banca portuguesa volta a mostrar sinais de que está mais disponível para dar mais crédito para a compra de casa e em melhores condições, aproveitando a ajuda do Banco Central Europeu e a redução das taxas de juro em todo o mundo, que levaram a uma queda dos spreads.

Os bancos a operar em Portugal estão assim a emprestar uma percentagem maior do valor total dos imóveis. Voltam a conceder quase 80% do valor total da avaliação da casa, quando no final de 2013, davam apenas 63,9% das avaliações em créditos à habitação, para se protegerem dos possíveis incumprimentos dos clientes.

A percentagem de valor emprestado é, de acordo com os dados do INE, a mais alta desde 2010 e surge como consequência das taxas de juro historicamente baixas em todo o mundo, que levaram a uma queda dos spreads.

Casas valem mais 2% que há um ano

O valor médio da avaliação bancária aumentou em julho, registando uma variação homóloga de 2,0% e fixando-se nos 1.039 euros por metro quadrado, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados ontem.

No caso dos apartamentos, aumentou 0,9% face ao mês anterior, atingindo os 1.088 euros por m2 em julho. Já nas moradias, o valor médio por m2 cresceu para 959 euros, traduzindo um aumento mensal de 0,8%, face ao valor observado em junho.

A Área Metropolitana de Lisboa foi a região que mais contribuiu para o resultado agregado, com uma variação de 1% associada a um valor médio de 1.271 euros por metro quadrado, segundo o INE.

Também na comparação com o período homólogo, a Área Metropolitana de Lisboa (variação de 4,1%) foi a que mais influenciou o resultado agregado.